Não tem jeito, todo relacionamento passa por tribulações. Mas, quando o desejo de seguir juntos fala mais alto, a terapia pode ser a solução para que, juntos, o casal encontre uma maneira de passar por situações de desgaste de maneira mais madura. Mas, nós sabemos que a decisão de “encarar o sofá da terapeuta” não é nada fácil, por isso, conversamos com a psicóloga especialista em família Maria Leocadia Miranda, sobre o tema.

Ela explica que a terapia de casal funciona em sessões semanais e que a quantidade de vezes na semana irá depender da demanda do casal. “Os encontros são feitos entre os dois e o terapeuta. O objetivo é atender e amparar os indvíduos da relação, não existe um número exato de sessões, mas da abordagem do terapeuta e da dinâmica do casal nas sessões”.

Segundo a especialista, a terapia de casal é importante porque ajuda as pessoas a compreenderem melhor a vida a dois. “O acompanhamento profissional auxilia no processo de evitar afastamentos e/ou separação aos primeiros sinais de dificuldades em viabilizar objetivos e projetos individuais ou coletivos do casal. Ou quando uma das partes possui muita dificuldade em comunicar como se sente e o que pensa para o (a) companheiro (a)”.

Ela explica que o processo ajuda o casal a entender que trata-se de duas pessoas individuais e que, em certos momentos vão agir juntos em um propósito ou objetivo. “Porém, cada um pode ter pensamentos  diferentes, perceberem as coisas de maneira diferente, mas buscam a mesma meta, o mesmo caminho”.

Maria salienta que na terapia o objetivo não é manter o casal junto a qualquer custo. “O objetivo é atender e amparar os indivíduos da relação. Qualquer decisão tomada sempre será pelo casal e nunca pelo psicólogo (a). Muitas pessoas tem na verdade receio da terapia de casal. Medo de esbarrar em suas dificuldades, em talvez perceber que está sendo pouco para o outro, medo de ‘levar a culpa’, medo de não ter a razão”.

Por fim, a especialista adiciona que a terapia de casal pode atender casados e namorados, mas para o casal de namorado que não mora junto, fica um alerta. “Se eles chegam ao ponto de precisar de terapia, essa união pode já estar comprometida demais a ponto de se tornar um compromisso de vida. O namoro serve justamente para você conhecer a pessoa e saber se ela é ou não é uma pessoa com quem você quer dividir a vida. Namoros são para serem terminados caso não traga satisfação para uma das partes”, conclui.