3 passos para não ser uma pessoa que reclama demais

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Eventualmente, todos aprendemos que a vida não é perfeita. Por consequência disso, vez ou outra, nós acabamos deixando a gratidão de lado e reclamando de tudo. Mas você já conviveu com uma pessoa que reclama, reclama, reclama sem parar? O Mulher Conectada conversou com a psicoterapeuta Sabrina Amaral, fundadora da Epopéia Desenvolvimento Humano que explicou um pouco o que se passa na mente de uma pessoa que reclama demais.

Segundo a especialista, uma pessoa “reclamona” vê o mundo com lentes diferentes. O que a psicologia chama de distorção cognitiva. “Isso está ligado a generalizar os acontecimentos, ou seja, a maneira como ela interpreta a realidade vai ser sempre negativa”.

Ela adiciona que a personalidade da pessoa que reclama demais esconde alguns fatores. “Baixa autoestima, perfeccionismo, auto exigência e sentimento de rejeição. Isso pode omitir outras questões emocionais, como uma depressão leve ou até mesmo estresse”.

Consequências de ser uma pessoa que reclama demais

Por esconder alguns fatores, as constantes reclamações podem trazer consequências. A especialista explica que a distimia, uma leve depressão, pode evoluir para uma depressão mais grave. Ademais, o estresse pode também se tornar um quadro de Burnout. “Isso é sustentado pela visão cada vez mais negativa que se tem do mundo e é reforçada através da linguagem da pessoa que só reclama”.

A pessoa que reclama demais pode sofrer consequências até mesmo na sua saúde física. “O cérebro dessa pessoa produz substâncias que enfraquecem o sistema imunológico, aumentam a pressão arterial, causam taquicardia, dentre outros”.

3 passos para não ser uma pessoa que reclama demais

Nem tudo está perdido, e é possível deixar de ser uma pessoa que reclama demais. A psicóloga explica que o primeiro passo é tomar consciência do tipo de distorção cognitiva que acomete a pessoa. “Se é generalização, catastrofização, rotulação, etc”.

O segundo passo é entender o porque dessa distorção acontecer. “A pessoa precisa buscar entender se é algo pontual ou se realmente há uma causa que sustenta o sintoma. Por último, é preciso encontrar alternativas de driblar essas questões”.

Por fim, a psicóloga explica que é importante que a pessoa desafie o pensamento automático. “Um exemplo disso é tentar entender como outras pessoas enxergam a mesma situação e quais pontos da situação vivida são positivos”.

Outra forma é observar as situações de uma forma racional a fim de buscar evidências para os pensamentos. “Em conclusão, uma boa forma de fazer isso é através das perguntas internas que colocam o pensamento à prova”.

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