Papanicolau não precisa ser feito todo ano

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Desde que a mulher tem seu primeiro ciclo menstrual, a visita ao ginecologista passa a ser uma rotina. O Papanicolau entra na lista de cuidados quando ela inicia sua vida sexual. Porém, o exame que por muito tempo acreditamos precisar ser feito anualmente, na verdade, não precisa dessa periodicidade. Conversamos com a ginecologista e obstetra Lidia Myung, que explicou tudo o que precisamos saber sobre ele.

Ela esclarece que no Brasil a recomendação é que o Papanicolau seja feito anualmente, porém, que após dois exames normais consecutivos e realizados com um intervalo de um ano, a mulher pode espaçar o procedimento para cada 3 anos. “Mas todo o seguimento deve ser individualizado de acordo com avaliação médica, e se evidenciado um risco maior de exposição a infecção por HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano), essa periodicidade deve ser reavaliada”.

Importância do Papanicolau

O Papanicolau é considerado o mais importante para o rastreamento de câncer de colo uterino, e de lesões por HPV precursoras do câncer de colo, principalmente aqueles não visíveis a olho nu. “No Brasil, em saúde pública, ele é recomendado em mulheres de 25 a 64 anos, ou antes, quando já iniciaram a atividade sexual. Em mulheres acima dos 65 anos, o risco do câncer de colo de útero é menor, principalmente para as mulheres que tiveram seguimento com exames de Papanicolau e regulares normais durante a vida”.

O exame ajuda na detecção precoce de lesões precursoras do câncer de colo uterino, por isso, não deve deixar de ser feito. “Nas mulheres, ele é o único câncer que é totalmente evitável, através do tratamento precoce das lesões que antecedem ao aparecimento do câncer. E o Papanicolau permite esta prevenção. É importante ressaltar ainda que não há diferença na prevenção de mulheres que foram vacinadas contra o HPV e as que não foram”.

Para além do Papanicolau

Além desse exame, outros exames são importantes para garantir a saúde íntima da mulher. “Existe a pesquisa de DNA-HPV de alto risco, que detecta mais de 90% dos cânceres e lesões pré-câncer de colo uterino. Em países em que este exame está disponível em nível populacional, caso o teste resultado negativo, o intervalo das avaliações pode se estender até a cada 5 anos”.

O teste de detecção para sífilis e clamídia também são considerados importantes doenças sexualmente transmissíveis, e que podem cursar de maneira silenciosa. “A sífilis pode se tornar uma doença crônica e se manifestar de maneira mais grave após anos de doença silenciosa, e a clamídia está associada com a principal causa de infertilidade por doenças sexualmente transmissíveis nas mulheres”, conclui.

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