7 erros para não cometer antes da harmonização facial

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A harmonização facial está em alta. Trata-se de um procedimento estético que busca ressaltar a beleza das pessoas, trazendo um aspecto de rejuvenescimento e embelezamento. Mas, nos últimos tempos, vários relatos de pessoas que ficaram insatisfeitas após fazer o procedimento ganharam evidência. Muitos dos casos de arrependimento e tentativas de reversão do procedimento são relacionadas à perda de identidade do paciente.

A dermatologista Simone Stringhini, líder da clínica Stringhini, explica que isso acontece quando o profissional não segue o formato natural da pessoa e padroniza o procedimento. “Ela adiciona que, às vezes, o profissional também exagera na quantidade de produto, podendo causar o efeito conhecido como ‘pillow face’, que é o aspecto de inchaço da face”.

Pensando nisso e para ajudar as pessoas a não se arrependerem do procedimento, a especialista listou 7 erros sobre o procedimento de harmonização facial que podem trazer insatisfação.

Fazer a harmonização facial para seguir a moda

Fazer qualquer procedimento porque está na moda pode ser um grande problema. Isso porque essas tendências passam e a pessoa pode demorar para desfazer a harmonização facial caso haja arrependimento.

Por isso, é importante pensar bem antes de fazer o procedimento. “Essa vontade deve ser motivada por algum incomodo que já existia na pessoa. Assim, mesmo que a moda mude, o paciente estará satisfeito por ter corrigido algo que ele não gostava”.

Fazer para se encaixar nos padrões impostos

Simone explica que o padrão de beleza atual se baseia em traços mais marcados no rosto, como a mandíbula, por exemplo, e os lábios mais volumosos. Com isso, muitas pessoas acabam fazendo a Harmonização Facial para tentar chegar a esse formato, sem saber se seu rosto combina com esses traços. “Nesses casos, o resultado pode acabar frustrando as expectativas e ela pode até mesmo acabar perdendo suas características naturais”.

Ela frisa que a Harmonização Facial não é como uma receita de bolo, que serve para todo mundo da mesma forma. “Cada rosto tem seu formato e, por isso, o procedimento deve, não só levar isso em consideração, mas como base”.

Não cuidar da pele depois

Simone explica que não adianta tentar rejuvenescer a pele com procedimentos estéticos pontuais e não continuar cuidando. “O procedimento é muito importante, mas ele deve ser mantido por meio desses cuidados diários e de outros tratamentos, que vão ajudar na saúde da pele e, consequentemente, na prevenção do envelhecimento”.

Segundo a especialista, a harmonização facial não trata manchas, não estimula colágeno, não melhora qualidade e textura da pele e não tem efeito lifting. “Portanto, é preciso continuar cuidando da pele e associar outros tratamentos para cuidar desses aspectos da saúde”.

Não pesquisar sobre o profissional antes de fazer

Apenas médicos devem fazer a harmonização, pois eles são treinados para saber proceder em caso de alguma intercorrência. “Todo procedimento, mesmo que minimamente invasivo, apresenta riscos e por isso é importante realizá-lo com um médico, que é capaz de identificar, fazer o diagnóstico e resolver qualquer problema em decorrência do procedimento, que possa vir a acontecer”.

Fazer o procedimento com profissionais com pouca experiência

O problema de fazer com profissionais pouco experientes é que a falta de prática pode fazer com que o resultado não seja o esperado, pois a prática leva ao aprimoramento. “Então, quanto maior a experiência, provavelmente, melhores serão os resultados”.

Não utilizar produtos temporários, como o ácido hialurônico

Existem alguns produtos que podem ser utilizados para preenchimentos no tratamento da harmonização facial. “O mais seguro e recomendado é que se utilize o Ácido Hialurônico, pois é temporário, ou seja, aos poucos ela é reabsorvida pelo organismo. Ao contrário do PMMA, que também pode ser utilizado, mas não é absorvido e, portanto, o procedimento não pode ser revertido. Além disso, o Ácido Hialurônico é uma substância presente no nosso organismo, sendo biocompatível e, por isso, apresenta menos risco”.

Usar muito produto ou volumizar demais

A harmonização facial se popularizou muito nos últimos tempos e com isso muitos profissionais de outras áreas começaram a realizar os procedimentos. “Alguns acreditam que os procedimentos se baseiam apenas em preencher os sulcos do rosto, mas os estudos mostram que não é necessário volumizar tanto para ter um bom resultado. Quando há muita flacidez, o melhor tratamento é associação, ou seja, um uso combinado de procedimentos, como: Lasers, Bioestimuladores de Colágeno e Preenchimento em alguns pontos específicos”.

Esse exagero na quantidade de produtos traz como efeito o chamado “Pillow Face”, que é o rosto inchado e o aspecto artificial. “Além disso, a grande quantidade de produto injetado aumenta os riscos de infecção e outras complicações. O ideal é que o profissional utilize no máximo 4 ou 5 seringas por sessão e que o tratamento total utilize, no máximo, 16 seringas”.


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