Doença do silicone: entenda porque algumas mulheres estão retirando a prótese

/
/

Sucesso nos anos 2000, a cirurgia para colocar silicone ainda é a mais procurada pelas mulheres no Brasil. O quadro, porém, vem mudando ano a ano. Atualmente, o número de mulheres que estão buscando o explante da prótese tem crescido. Um dos motivos é a doença do silicone, problema ainda pouco conhecido mas que tem acendido o alerta sobre os limites da busca pelo corpo perfeito.

O cirurgião plástico e diretor do Departamento de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alexandre Kataoka explica que a doença do silicone traz um conjunto de sinais e sintomas. “Eles podem ser induzidos pela prótese. Vários são os fatores externos que podem contribuir para isso”.

Alexandre adiciona que o implante de silicone é um procedimento extremamente seguro, com baixíssimos índices de complicações. “É uma das cirurgias mais realizadas no Brasil e no mundo. Toda pessoa que tenha o desejo de realizar um procedimento deve pesquisar sobre o médico no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Todo procedimento (estético ou cirúrgico) oferece riscos e deve ser realizado apenas por profissionais qualificados”.

A doença do silicone

O cirurgião explica que o que causa a doença do silicone são “adjuvantes” que estimulam o sistema imunológico de pessoas já com predisposição. “Às vezes até mesmo com doenças autoimunes. Após o contato com o estímulo desencadeante (implantes mamários, vacinas), pacientes geneticamente suscetíveis podem desenvolver uma resposta autoimune que levaria ao início de sinais”.

Isto não acontece somente com o silicone, mas com outros tipos de substâncias, como por exemplo desodorantes com parabenos e cloridróxido de alumínio, que podem ser deflagradores de problemas autoimunes que a pessoa já tenha.

Ele lista os sinais que a doença do silicone pode trazer. “Fraqueza muscular, artralgia e/ou artrite, fadiga crônica, sono não repousante ou distúrbios do sono. Além de manifestações neurológicas (especialmente associadas com desmielinização), alteração cognitiva, perda de memória”.

Além desses sintomas, febre e boca seca também podem indicar o problema. “Bem como o aparecimento de autoanticorpos dirigidos contra o adjuvante suspeito. Outras manifestações clínicas (ex.: síndrome do cólon irritável) e o surgimento de uma doença autoimune”.

Por fim, o especialista ainda explica que não há um exame ou teste que possa prever a doença. “Se a mulher que já tem o silicone apresenta os sintomas, é feita uma análise clínica. Mas, se comprovada a possível doença do silicone, a cirurgia de explante é indicada”.

  • Facebook
  • Twitter
  • Linkedin
  • Pinterest

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This div height required for enabling the sticky sidebar
Ad Clicks : Ad Views :