Queda de cabelo: quando devemos nos preocupar?

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Muitos são os fatores que podem contribuir para a queda de cabelo. Estresse, falta de nutrientes, uso de alguns medicamentos e até mesmo de determinados produtos. Mas, quando devemos acender nosso alerta para perda dos fios? Para responder a essa pergunta o Mulher Conectada conversou com a Dermatologista Francine Belinetti, professora do curso de medicina da PUCPR.

Ela explica que, de um modo geral, a queda de cabelo é normal. “Nossos fios apresentam um cliclo de vida bem definido: após o nascimento, passam por uma fase de crescimento que, em geral, pode durar de 4 a 7 anos, com um crescimento de 1 cm ao mês”.

Após essa fase, ele irá cair. “Esse período pode durar de 3 a 6 meses. Como cada fio está em um tempo diferente, na ausência de doenças, nunca ficamos carecas. Em média, podemos perder de 100 a 150 fios por dia. Depende muito do número de fios que a pessoa tem. Após a queda, um novo fio nasce no lugar”.

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Quando a queda de cabelo deixa de ser normal?

A especialista acrescenta que a queda de cabelo deixa de ser normal quando a pessoa nota uma alteração no padrão. “Um aumento no desprendimento dos fios ou a diminuição no volume. Além disso, a pessoa deve observar se há áreas de rarefação.  Tudo isso é um sinal de alerta”.

Hábitos positivos e negativos

Para evitar a queda de cabelo, o ideal é manter uma alimentação e hábitos de vida saudáveis. “Doenças ou deficiências nutricionais afetam o metabolismo dos cabelos. Isso implicará na redução do crescimento e aumento da queda. Também é importante identificar as características dos fios e couro cabeludo para adequar os produtos em uso e a frequência das lavagens”.

Evitar procedimentos em excesso, como tinturas e alisamentos também é importante. “Para além disso, procurar um dermatologista precocemente também é fundamental para o diagnóstico de possíveis doenças. Há inclusive algumas consideradas cicatriciais, ou seja, após a queda, os fios não irão mais nascer. Quanto antes o tratamento for instituído, melhor”.

Em conclusão, a especialista aconselha evitar alguns hábitos. “Dormir com os cabelos molhados; prender os fios muito apertados ou molhados; ficar muitos dias sem lavar. Além disso, tomar banho com a água muito quente. Por fim, manter o couro cabeludo oleoso e procedimentos em excesso, como descoloração, tintura, alisamento, chapinha e secador”. 

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