Como diferenciar o amor da dependência emocional?

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A dependência emocional pode trazer sinais claros que, muitas vezes, deixamos passar. Em tempos onde falamos muito sobre relacionamento saudável, ela pode ser confundida com amor. E essa confusão pode interferir em uma relação. Sobre este tema, o Mulher Conectada conversou com o psicoterapeuta Wesley Carneiro.

Ele explica que a dependência emocional é também conhecida como co-dependência. Ela é compreendida a partir da necessidade de um indivíduo tem de estar na companhia do outro, ao ponto de haver comprometimento da sua rotina e atividades diárias. “Na dependência emocional, um tem a falsa sensação de segurança apenas na companhia do outro. Algo bastante presente nas relações afetivas, mas também em outras configurações familiares e sociais”.

O especialista acrescenta existir uma linha muito tênue entre os níveis de amor envolvidos e o quadro de dependência emocional. Por isso, é importante pensar em uma perspectiva funcional. “Inclusive, ‘viemos de fábrica configurados para viver em grupo’, inclusive por razões de preservação da espécie. É muito importante compreender se o que alimenta a relação é uma escolha consciente ou um modo de se sentir mais seguro nos mais diversos aspectos”.

Como diferenciar o amor da dependência emocional?

Quando a escolha dá lugar para a necessidade, pode ser um sinal de que o amor está perdendo espaço para a dependência emocional, ainda que eles possam coexistir. “Comportamentos como comparar, pedir opinião, imitar, não são um problema. Na verdade, são muito bem explicados pelo nosso processo de evolução. Contudo, quando o amor fere a liberdade e começa a sobrecarregar o outro, é importante ter um olhar mais cuidadoso”.

Como não ser uma pessoa dependente emocionalmente?

Em conclusão, Carneiro adiciona que desenvolver aspectos como a autonomia e a liberdade são fundamentais para nos tornarmos seres humanos mais confiantes. “Uma investigação simples sobre nossos gostos e preferências e com que frequência estamos envolvidos com eles. Isso pode sinalizar se estamos experienciando a vida que escolhemos viver ou se estamos adotando um papel de coadjuvante na vida de uma pessoa”.

Leia também: Discutir a relação: afinal, a DR é ou não saudável?

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