Cada vez mais popular, coletor menstrual completa 10 anos no Brasil

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Parece que foi ontem que o mercado de higiene íntima lançava uma novidade que, a princípio, deixou várias mulheres resistentes. O coletor menstrual chegou com a ideia de ser uma alternativa mais saudável e sustentável. Trata-se de um copinho de silicone, que se ajusta à vagina e coleta o sangue ao invés de absorvê-lo, ao contrário dos absorventes descartáveis.

A praticidade foi o ponto chave para que ele se popularizasse. Isso porque ele pode ser usado por até 12 horas seguidas e depois é só lavar e colocar outra vez. Um mesmo coletor, de acordo com a ANVISA, pode ser reutilizado por até três anos. Uma pesquisa realizada pela Inciclo, empresa pioneira na produção e comercialização de coletores menstruais no Brasil, mostrou que 95% das mulheres se adaptam ao coletor não voltam a usar descartáveis.

A fundadora da Inciclo, Mariana Betioli, explica que no que se refere a sustentabilidade a conta é simples: uma mulher usa, em média, 12 mil absorventes durante a vida. Só no Brasil, são 65 milhões de mulheres que menstruam. “Estamos falando de 780 bilhões de absorventes descartáveis jogados no lixo. Cada absorvente demora centenas de anos para se decompor na natureza. Os absorventes não são biodegradáveis, contém diversas substâncias químicas em sua composição prejudiciais à saúde, além de muito plástico”.

Ela explica que o copinho é hipoalergênico e pode ser feito de silicone, um material inerte que não funciona como um meio de cultura para bactérias, como podem ser os absorventes internos, além de não irritar a pele como os externos. “A mulher simplesmente insere na vagina e pode ficar com ele por até 12 horas, depois é só retirar, lavar e recolocar. É perfeito também para quem tem alergia a absorvente e também para as que tem fluxo intenso. Ela pode nadar, correr, dormir e praticar atividade física com o Inciclo”.

Mariana acrescenta que o coletor pode ser usado por todas as mulheres, inclusive por quem é virgem, usa DIU ou tem fluxo intenso. “Pode ser usado também por homens trans que menstruam. Só não pode ser usado por mulheres no período pós-parto, assim como qualquer produto de uso interno”.

A tendência do consumo sustentável dentro do mercado de higiene íntima tem crescido. “A procura por soluções mais sustentáveis é uma grande tendência no Brasil e isso vem se estendendo para a higiene íntima. Só no primeiro semestre deste ano, a procura pelos nossos produtos de higiene menstrual aumentou 46%. Desde 2010, quando o primeiro coletor menstrual brasileiro foi vendido, a busca pelo assunto cresceu muito”, conclui.

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