Cistite de lua de mel: entenda o que é e como evitar

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A cistite é bastante comum no dia a dia da mulher. Estima-se que o quadro infeccioso atinja uma a cada quatro mulheres. Algumas, inclusive, costumam desencadear o problema após a relação sexual. Conhecida como cistite de lua de mel, a patologia tem solução. O Mulher Conectada conversou com a ginecologista Ana Paula Mondragon sobre o tema.

Segundo a especialista, a cistite é uma infecção do trato urinário baixo, ou seja, da bexiga. “Ocorre na maioria dos casos pela contaminação por bactérias provenientes, principalmente, do intestino que ascendem pela uretra e atingem a bexiga”.

Ela adiciona que o problema é mais comum nas mulheres, principalmente, por dois fatores. “O primeiro é a anatomia feminina, onde a entrada da uretra encontra-se próxima ao ânus. A segunda é o tamanho do canal da uretra que, na mulher, possui em média 5 cm enquanto que nos homens entre 10 e 12 cm”.

A especialista adiciona outros fatores que fazem com que as mulheres sejam mais acometidas pela cistite. “Baixa ingestão hídrica, segurar a urina por muito tempo, gravidez, bem como a menopausa, presença de cálculos (pedras), uso de espermicida e o ato sexual”.

Entenda a cistite de lua de mel

A ginecologista acrescenta que a cistite de lua de mel não é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). “Pois as bactérias que causam tal doença são provenientes da própria paciente. Vale lembrar que o quadro não está relacionado a á higiene”.

Durante o ato sexual a penetração no canal vaginal favorece a ascensão das bactérias que estão na entrada da uretra para a bexiga. “Quanto maior a fricção e a frequência maior o risco de desenvolver a cistite de lua de mel. Outro fator de risco relacionado ao coito é a realização de sexo anal com posterior penetração vaginal sem as devidas precauções”.

Como evitar a cistite de lua de mel

Por último, a especialista dá dicas para evitar a cistite de lua de mel. “O ideal é urinar antes e após a relação sexual. Após o sexo, a mulher não deve usar duchas vaginais. Em conclusão, é importante não fazer o uso de espermicidas e trocas o preservativo após a realização do sexo anal”.

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