Uma casa bem iluminada traz inúmeros benefícios para o dia a dia. Na saúde, ela auxilia no ânimo para a começar o dia, além de contribuir para o contato com a luz solar, principal fonte de vitamina D. Além disso, um ambiente mais claro ajuda na economia do lar. Pensando nisso, o Mulher Conectada conversou com a especialista da área de design e tendência da Yamamura, Gabriela Yokota, que trouxe algumas dicas para ter uma casa mais iluminada.

A especialista explica que o ideal é que a iluminação acompanhe desde as primeiras concepções de um projeto, pois pode ser um fator fundamental para que a arquitetura seja criada de forma mais completa, seja iluminando os ambientes de forma eficiente, ou para valorizar determinados pontos, como texturas e objetos decorativos. “No entanto, ela não deve ser pensada de forma isolada e não é recomendada que ela seja situada apenas no final de toda a reforma”.

Em relação a disposição dos móveis e as instalações elétricas, bem como da instalação do gesso e dos conceitos de circulação e usos dos espaços, a especialista explica que a iluminação deve ser pensada e projetada para que, os locais consigam suprir as necessidades dos usuários. “Além disso, é importante que reforce a ideia de bem-estar do indivíduo no espaço no ponto de equilíbrio entre estética e funcionalidade”.

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Projeto de Henrique Freneda com peças Yamamura | Crédito: Emerson Rodrigues

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Projeto de Henrique Freneda com peças Yamamura | Crédito: Emerson Rodrigues

Ela explica que a iluminação natural é sempre uma ótima opção que traz aconchego e economiza energia, o que torna o dia a dia mais sustentável. “Além de ser a fonte que melhor representa os objetos em um determinado espaço, traz um pouco da leitura poética da liberdade externa para dentro de casa, o que nos aproxima do contato com a natureza e nos faz sentir bem”.

Gabriela acrescenta que a iluminação artificial deve ser um complemento que pode evidenciar o conforto da casa e dar continuidade a essa sensação também durante a noite. “Portanto, é imprescindível que ela seja bem pensada para que a eficiência a torne um ponto de relevância durante um planejamento construtivo”.

Para quem já tem a casa construída, a dica é reformular um espaço que, muitas vezes, não trouxe 100% de satisfação. “Pensar no investimento que torne o ambiente mais habitável também é trazer um pouco de si para cada canto da casa. Na iluminação, a regra é a mesma. Se não achamos que o espaço reflete nossas necessidades, precisamos pensar primeiro na funcionalidade que cada ambiente possui e a melhor maneira dela ser adaptável a cada momento do dia”.

A especialista adiciona que em grandes reformas, um espaço pode ser totalmente modificado com diversos produtos para atender as atuais necessidades dos habitantes, que, inclusive, podem mudar conforme o tempo. “Nesse caso, a iluminação vai acompanhar os usos e o cotidiano de cada um. Já para as pequenas reformas, além desses conceitos de usos e ocupação, uma simples movimentação de iluminações versáteis, como luminárias de mesa, arandelas e luminárias de piso, podem trazer a eficiência necessária”.

Cores

A iluminação está diretamente relacionada às cores dos objetos e revestimentos. “As mais claras tentem a refletir mais luz, portanto, seriam necessárias luminárias com menos fluxo luminoso do que um local com revestimentos mais escuros”.

Paletas de cores mais frias (como o azul, verde e cinza) são mais valorizadas por meio da iluminação de temperatura de cor neutra ou branco frio (4000K a 65000K). “Enquanto isso, para cores de revestimentos e móveis nas tonalidades mais terrosas (como amarelo, marrom e vermelho) é mais recomendável o uso de lâmpadas de temperatura de cor âmbar ou branco quente (2400K a 3000K)”.

A especialista listou algumas dicas para trazer boa iluminação para casa:

– É preciso pensar no bem-estar de cada um e na usabilidade dos espaços durante diversos momentos do dia.

– Para uma boa eficiência da luz nos ambientes, procure utilizar luzes mais aconchegantes (de temperatura de cor branco quente) em locais que exigem mais conforto e relaxamento (como salas e quartos), e luzes menos aconchegantes em locais que exigem maior concentração (cozinha, lavandeira e home office).

– Por por ser pessoal ao gosto de cada um, a iluminação vai variar de acordo com as particularidades de cada indivíduo. E para que a iluminação possua flexibilidade e versatilidade, ter sempre como carta curinga luminárias adaptáveis a diversas situações do dia a dia como arandelas, luminárias de mesa e de piso, que são boas opções a todos. – Para quem pode fazer mais algum investimento, luzes dimerizáveis e a automação também podem auxiliar nesse sentido.