Autoestima baixa: por que ocorre e como lidar?

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Como anda sua relação consigo mesma? Muitas vezes a nossa autoavaliação não anda muito positiva. O resultado disso é uma autoestima baixa. Fala-se muito sobre o tema, mas como lidar de fato com isso? Para responder a essa pergunta o Mulher Conectada conversou com a psicóloga da Amparo Saúde, Daniele Quirino.

Ela explica que o conceito de autoestima nada mais é que a valoração que o indivíduo faz de si mesmo. “Ou seja, o que ele acredita ser, a importância que se dá e o valor que acredita ter. Isso em relação a diferentes situações e eventos de sua vida”.

A especialista adiciona que a autoestima é constituída na infância, logo após o nascimento. “O bebê bem amparado, com suas necessidades satisfeitas. Uma criança estimulada a expressar o que pensa e sente. Tudo isso contribui para que a pessoa tenha maior probabilidade de se tornar um adulto mais seguro e, possivelmente, com a autoestima equilibrada”.

Ela acrescenta que é preciso entender, ainda crianças, que somos importantes. “Assim como aquilo que pensamos e sentimos. Dessa forma construímos um repertório psíquico de recursos internos para lidar com frustrações”.

A autoestima baixa, segundo Daniele, é um indicador de saúde mental. “O sujeito com autoestima mais vulnerável pode estar mais suscetível a quadros psicopatológicos depressivos, bem como ansiosos”.

Alguns fatores contribuem para a autoestima baixa. “A depressão, a ansiedade, crises financeiras, familiares ou no relacionamento. Ademais, o estresse, uma decepção amorosa, rede de apoio insuficiente e baixa qualidade de vida”.

Como lidar com a autoestima baixa?

Segundo a psicóloga, a autoestima está relacionada à estima e ao afeto que uma pessoa desenvolve sobre si. “E o primeiro passo para gostar de alguém é conhecer essa pessoa. Logo, para ‘elevar’ a autoestima baixa, é preciso dedicação ao autoconhecimento. Saber o que se gosta e o que não, o que a pessoa quer e quem ela é”.

A psicoterapia é um excelente recurso para isso. “É uma boa opção para desenvolver o autoconhecimento. Mas não só ela. Inúmeros recursos auxiliares podem ajudar, como a meditação e a própria espiritualidade, além do autocuidado”.

Para melhorar a autoestima, é preciso criar alguns hábitos no dia a dia. “Muitas vezes ao olharmos no espelho, criticamos aquilo que vemos. Ao invés de apenas desferir críticas a si mesmo, reconheça também suas potencialidades, seus pontos fortes. Se elogie mais e se cuide com carinho”.

Outro passo importante é desenvolver o autorrespeito. “Se preserve sempre que possível e escute seus limites. Às vezes nos sobrecarregamos com a vida profissional, com os afazeres domésticos, com o cuidado com a família e amigos e esquecemos de nós mesmos. Cuide da saúde emocional, da saúde espiritual e também da saúde física”.

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