Anticoncepcional: afinal, ele é o mocinho ou o vilão?

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Quem nunca ouviu falar que o anticoncepcional faz mal à saúde? Para muitos isso é um mito. Mas há quem acredite que é verdade. Fato é que esse é um medicamento requer cuidado e, principalmente, acompanhamento médico. Tendo como principal objetivo a contracepção, ele pode trazer outros benefícios para o organismo. Mas, pode também trazer efeitos colaterais graves.

A ginecologista Evelyn Prete explica que a principal função desse remédio é evitar a gravidez. “Porém, o uso do anticoncepcional apresenta alguns benefícios para certas irregularidades ginecológicas. Dentre elas a irregularidade menstrual. Mas é válido frisar que ele não regula a menstruação, mas inibe ela. O sangramento que a mulher que toma esse medicamento tem no final da cartela é uma descamação do endométrio pela privação hormonal”.

Ela acrescenta outros benefícios do anticoncepcional. “Ele auxilia bastante mulheres que têm uma TPM importante, ou seja, com sintomas incapacitantes. Essa medicação também já foi oferecida como tratamento para a endometriose e síndrome do ovário policístico. Mas essas desordens ginecológicas também podem ser cuidadas com outros tratamentos, principalmente para quem não deseja usar hormônio. O anticoncepcional ajuda também no controle de sangramento de quem tem mioma”.

O anticoncepcional pode ser ruim?

Ela adiciona que, assim como todo medicamento, o anticoncepcional traz efeitos colaterais. “Ele é um hormônio sintético, e é ruim por este motivo. Além disso, a mulher deixa de conhecer seu ciclo menstrual. Ademais, ele pode alterar a libido, prejudicar o funcionamento do fígado, bem como afetar o ganho de massa magra, já que ele altera o metabolismo”.

O histórico familiar pode ser um fator de risco para o uso de anticoncepcional. “Principalmente mulheres que têm histórico de trombose na família, que fumam, que têm enxaqueca com áurea e outros sinais que podem levar a um acidente vascular. Tudo isso, somado ao uso do medicamento, vira uma bola de neve até explodir”.

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Por fim, a ginecologista faz um importante alerta: a necessidade do acompanhamento médico durante o uso do anticoncepcional. “É preciso saber se existem riscos daquela paciente tomar o remédio. A pessoa não deve começar a tomar sem prescrição e nem mudar o medicamento sem a indicação de um médico especialista”.

Ela explica o motivo. “O primeiro ano de uso é o que tem mais riscos de a pessoa desencadear algo grave. Com o tempo, as chances vão diminuindo. Por isso é importante ir a um ginecologista. Pois ele irá avaliar o histórico de saúde e familiar da paciente. Tudo isso para saber quais exames pedir e, a partir dos resultados, determinar o melhor método contraceptivo de acordo com o que a mulher deseja”.

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